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A maior marcha da história da classe trabalhadora brasileira

A maior marcha da história da classe trabalhadora brasileira reuniu, nesta quarta-feira (24), cerca de 200 mil manifestantes na Capital Federal para exigir a retirada das reformas trabalhista e previdenciária da pauta do Congresso Nacional e a convocatória imediata de eleições diretas para a Presidência da República. Sob um sol escaldante, a passeata saiu do estádio Mané Garrincha, no final da manhã, seguindo em direção à Esplanada dos Ministérios.

Mais de 500 servidores públicos municipais da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo se deslocaram em caravana de seus estados até Brasília para fortalecer o movimento. Munidos de faixas, cartazes e bandeiras da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), federações filiadas e sindicatos da categoria, eles gritaram palavras de ordem contra o governo golpista de Michel Temer.

Mas ao passarem pela sede do Ministério da Defesa, por volta das 14h30, dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que coordenavam o ato do alto de um trio elétrico orientaram os manifestantes a suspenderem a caminhada e ocuparem o gramado, sinalizando que algo de muito grave acontecia.

Aposentado é ferido à bala

Mais à frente, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Congresso Nacional, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) iniciava uma verdadeira batalha campal, após um grupo furar o bloqueio erguido à altura da Catedral. A PM usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo, balas de borracha e bombas de efeito moral contra os manifestantes. Helicópteros também sobrevoavam o local para intimidar os participantes do Ocupa Brasília.

Para se defender da Tropa de Choque e da Cavalaria, foram feitas barricadas. No Ministério da Agricultura, policiais chegaram a usar armas de fogo contra os manifestantes. O servidor aposentado Carlos Geovani Cirilo, de 61 anos, foi atingido no rosto e está internado em estado grave no CTI do Hospital de Base de Brasília.

Os confrontos se estenderam até o final da tarde, quando um grupo foi encurralado pelo Bope na Rodoviária do Plano Piloto. O saldo do conflito: 49 feridos, sendo 30 manifestantes, e sete pessoas presas. O massacre de trabalhadores, crianças, mulheres, jovens e idosos gerou grande indignação e ampliou ainda mais a repercussão da manifestação.

Apesar da truculência, repudiada internacionalmente, o ato histórico foi considerado vitorioso. A organização da Marcha da Classe Trabalhadora tinha como objetivo colocar 100 mil pessoas na Esplanada, mas a meta foi surpreendentemente dobrada, fato comemorado pelas centrais sindicais, frentes e movimentos sociais que articularam o protesto nacional histórico.

Temer tá tremendo de medo

"Se eles não conseguiram instalar a ditadura, foi por causa da CUT", afirmou do carro de som o presidente Vagner Freitas, minutos antes de ser dado o comando de dispersar. "O Temer tá tremendo de medo. E não é da Globo, é de nós", avaliou.

O medo foi tamanho que o presidente golpista baixou um decreto, sem o conhecimento do governador Rodrigo Rollemberg, autorizando o emprego das Forças Armadas, até o dia 31 de maio, para a "garantia da lei e da ordem" no Distrito Federal. Temer tentou justificar a decisão de colocar o Exército nas ruas alegando que havia sido um pedido do presidente da Câmara, versão negada por Rodrigo Maia.

Diante da repercussão negativa da medida de força, o presidente golpista acabou recuando no dia seguinte à manifestação, anunciando a revogação do decreto na quinta-feira (25).

O início de uma guerra

"Eles não conseguiram completar o golpe, que é fazer as reformas. Nós não vamos permitir (as reformas da Previdência e trabalhista). Esse é o início de uma guerra para derrotar as reformas. O próximo passo é fazer uma greve geral ainda maior que a do dia 28 de abril", afirmou.

O presidente da CUT disse ainda que os trabalhadores não aceitarão "o golpe dentro do golpe", se referindo a um eventual afastamento de Temer e a substituição do golpista por um nome escolhido pelo Congresso Nacional em eleições indiretas.

"Não adianta trocar um golpista por outro. Queremos participação política e social", disse, defendo eleições diretas para a Presidência da República. Por Déborah Lima, assessora de Comunicação da Confetam/CUT
[15:03, 26/5/2017] +55 85 8644-4041: A maior marcha da história da classe trabalhadora brasileira reuniu, nesta quarta-feira (24), cerca de 200 mil manifestantes na Capital Federal para exigir a retirada das reformas trabalhista e previdenciária da pauta do Congresso Nacional e a convocatória imediata de eleições diretas para a Presidência da República. Sob um sol escaldante, a passeata saiu do estádio Mané Garrincha, no final da manhã, seguindo em direção à Esplanada dos Ministérios.

Mais de 500 servidores públicos municipais da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo se deslocaram em caravana de seus estados até Brasília para fortalecer o movimento. Munidos de faixas, cartazes e bandeiras da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), federações filiadas e sindicatos da categoria, eles gritaram palavras de ordem contra o governo golpista de Michel Temer.

Mas ao passarem pela sede do Ministério da Defesa, por volta das 14h30, dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que coordenavam o ato do alto de um trio elétrico orientaram os manifestantes a suspenderem a caminhada e ocuparem o gramado, sinalizando que algo de muito grave acontecia.

Aposentado é ferido à bala

Mais à frente, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Congresso Nacional, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) iniciava uma verdadeira batalha campal, após um grupo furar o bloqueio erguido à altura da Catedral. A PM usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo, balas de borracha e bombas de efeito moral contra os manifestantes. Helicópteros também sobrevoavam o local para intimidar os participantes do Ocupa Brasília.

Para se defender da Tropa de Choque e da Cavalaria, foram feitas barricadas. No Ministério da Agricultura, policiais chegaram a usar armas de fogo contra os manifestantes. O servidor aposentado Carlos Geovani Cirilo, de 61 anos, foi atingido no rosto e está internado em estado grave no CTI do Hospital de Base de Brasília.

Os confrontos se estenderam até o final da tarde, quando um grupo foi encurralado pelo Bope na Rodoviária do Plano Piloto. O saldo do conflito: 49 feridos, sendo 30 manifestantes, e sete pessoas presas. O massacre de trabalhadores, crianças, mulheres, jovens e idosos gerou grande indignação e ampliou ainda mais a repercussão da manifestação.

Apesar da truculência, repudiada internacionalmente, o ato histórico foi considerado vitorioso. A organização da Marcha da Classe Trabalhadora tinha como objetivo colocar 100 mil pessoas na Esplanada, mas a meta foi surpreendentemente dobrada, fato comemorado pelas centrais sindicais, frentes e movimentos sociais que articularam o protesto nacional histórico.

Temer tá tremendo de medo

"Se eles não conseguiram instalar a ditadura, foi por causa da CUT", afirmou do carro de som o presidente Vagner Freitas, minutos antes de ser dado o comando de dispersar. "O Temer tá tremendo de medo. E não é da Globo, é de nós", avaliou.

O medo foi tamanho que o presidente golpista baixou um decreto, sem o conhecimento do governador Rodrigo Rollemberg, autorizando o emprego das Forças Armadas, até o dia 31 de maio, para a "garantia da lei e da ordem" no Distrito Federal. Temer tentou justificar a decisão de colocar o Exército nas ruas alegando que havia sido um pedido do presidente da Câmara, versão negada por Rodrigo Maia.

Diante da repercussão negativa da medida de força, o presidente golpista acabou recuando no dia seguinte à manifestação, anunciando a revogação do decreto na quinta-feira (25).

O início de uma guerra

"Eles não conseguiram completar o golpe, que é fazer as reformas. Nós não vamos permitir (as reformas da Previdência e trabalhista). Esse é o início de uma guerra para derrotar as reformas. O próximo passo é fazer uma greve geral ainda maior que a do dia 28 de abril", afirmou.

O presidente da CUT disse ainda que os trabalhadores não aceitarão "o golpe dentro do golpe", se referindo a um eventual afastamento de Temer e a substituição do golpista por um nome escolhido pelo Congresso Nacional em eleições indiretas.

"Não adianta trocar um golpista por outro. Queremos participação política e social", disse, defendo eleições diretas para a Presidência da República. Por Déborah Lima, assessora de Comunicação da Confetam/CUT

 

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